Como diria minha avó...
... quem procura, acha. E eu, navegando no Orkut num plantão entediante, achei ISSO no scrapbook do meu cunhado:
E aí sumido, tudo bom????
Tava vendo seu álbum, que linda sua mams!
E o seu "brother" é brother mesmo? Lindíssimo hein?... ele é comprometido?
Huhahaha
É foda namorar homem bonito, eu sei. Mas sair por aí se oferecendo "em público" pro irmão dos outros não dá, né? Eu, "enquanto mulher", me sinto envergonhada.
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uma doida aí
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19h50
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Didiêi
Corujando os amigos, de novo: ouçam a session do Tahira, apaixonem-se e virem fãs.
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uma doida aí
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18h29
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O mundo e suas injustiças
Voltando ao tema jabá, tem quem viaje até a Alemanha para fazer isso.
Pronto, falei.
E foda-se.
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uma doida aí
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21h39
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Enquanto isso, no MSN...
Déia diz:
ei, vc ouviu o roberto carlos (o jogador) sendo assaltado enquanto dava uma entrevista ao vivo pro rádio?
Fábio diz:
caraca... ele foi assaltado na alemanha?
Déia diz:
não, em bh... ele não tá na seleção
Estou emocionada: nunca, na minha humilde vidinha, imaginei estar mais informada sobre futebol que meu namorado (devo frisar que ele começou a carreira cobrindo... esportes)
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uma doida aí
às
20h24
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São meus amigos, tá?!

A morenaça é a Marta, o mocinho simpático é o Martim e o senhorzinho grisalho é ninguém menos que Michael Douglas! Explico: Má e Má estão no Canadá, e a rua onde eles moram serviu de cenário para um filme estrelado por mr. Douglas e Kim Basinger. No excelente m.m.pra.viagem, de autoria dos meus amigos, tem detalhes bem curiosos sobre as impressões que eles tiveram, da janela de casa, sobre os bastidores de um típico filme hollywoodiano.
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uma doida aí
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15h47
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O dead line se aproxima...
... e eu não consigo sair da primeira linha da matéria que tenho de entregar amanhã. Simplesmente não consigo. Daí eu olho a porção de bobagens que escrevi aí embaixo e chego a acreditar que tem algo errado acontecendo no meu cérebro.
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fulana
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19h59
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Você sente vergonha alheia?
Eu sinto. Morro de vergonha. E não posso dizer mais nada.
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fulana
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17h15
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Afe, eu não escrevo minhas matérias tão facilmente como escrevi o texto abaixo... blog é realmente viciante. Dá licença, que eu vou trabalhar um pouco!
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fulana
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17h25
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Os jabás que a gente não esquece
Um dos fatos mais peculiares sobre a minha profissão é que, apesar de a maioria ganhar mal pra cacete, é possível se levar uma vidinha social bem glamourosa. Mesmo com o aluguel atrasado, você pode, se quiser, jantar no restaurante mais caro da cidade. Assistir "O Fantasma da Ópera" na primeira fila. Tomar o vinho da melhor safra da região de Bordeaux. Porque, se você usar a influência que supostamente tem, não vai precisar pagar nada. Principalmente se você trabalhar em áreas vistas como "nobres", tipo economia.
Ontem tive uma noite no melhor estilo "a gente é pobre, mas se diverte". Fui convidada para uma festa de uma administradora de cartões de crédito. Chamei a Mari e fomos. Pontos altos: champanhe com morango (acabou rápido, só deu pra dar uma bicadinha no da Flavinha), prosecco da melhor qualidade (isso aí eu posso garantir que tinha bastante, if you know what I mean ;), sopa de mandioquinha com maracujá feita pelo Emmanoel Bassoleil (sei lá se é assim que se escreve), os bolerinhos do Sommer (o desfile não durou nem cinco minutos, mas foi o suficiente para me deixar enlouquecida), pocket show (acho ótima essa expressão) da Fernanda Porto. Para quem gosta de uísque, o black label era servido como se fosse água. Nem estacionamento eu paguei. Enfim, foi BEM divertido. Num determinado momento, porém, pensei: essa festinha aqui foi paga pelos zilhões de endividados no cartão de crédito, que jogam dinheiro pela janela por causa de um monstro chamado juro retroativo. Era o meu lado "defesa do consumidor" berrando na minha consciência.
Se você estiver bem acompanhado, os jabás (é assim que chamamos os tais rega-bofes) podem ser bacanas. São, ao menos, uma oportunidade de entrar num mundinho que você dificilmente conheceria se fosse, sei lá, dentista. Essa facilidade, porém, abre espaço pra muito oportunista. Como pregam a etiqueta e a ética, eu nunca peço pra ser convidada. Mas os jabazeiros (é assim que chamamos os loucos por jabás) não ligam muito para isso. Ligam pro assessor de imprensa como se fossem melhores amigos e pedem, sem corar, o convite. Digo isso porque eu já fui assessora de imprensa. E, aí, tudo vira troca de favores. O assessor dá o convite, e o jornalista tem de dar a matéria. Aí não é legal. Foda é que todo mundo condena, mas não faz nada para barrar quem faz. Alguns assessores até incentivam a ação dos jabazeiros. Aí é foda MESMO.
O supra-sumo dos jabás são as chamadas press-trips. Tenho um amigo que foi até para a Itália. As viagens são oferecidas por empresas aéreas, agências de viagens, hotéis, consulados. Juntam um monte de jornalistas, fotógrafos. Algumas revistas recusam esses convites, pois querem que o repórter visite o lugar como um turista de verdade. Mas daí é preciso bancar a viagem, o que é quase uma piada para a atual realidade das redações. Enfim. Há pouco mais de um ano, eu tava frilando para uma revista feminina e precisava fazer uma notinha sobre um determinado destino de inverno. Procurei a assessoria de imprensa da associação de hotéis do lugar e pedi um release e algumas fotos - seria mais que o suficiente. De pronto, fui convidada para visitar a cidade, com direito a levar um acompanhante. Eu disse que deveria entregar a notinha pra revista antes da viagem, mas não tinha o menor problema, disse a menina.
Foi minha primeira press-trip. E, provavelmente, será a última. Eu e o Fá passamos o final de semana fugindo da assessora de imprensa. Explico. A programação feita para o grupo de jornalistas incluía toque de despertar às 8 da manhã e caminhadas até o topo de montanhas. Quem me conhece, sabe que duas das coisas que mais odeio no mundo são acordar cedo e subir montanha. E, nessas viagens, já que tudo é de graça, você meio que se sente na obrigação de fazer toda a programação (uma amiga minha chegou a praticar arvorismo numa press-trip, socorro). E, de uma forma ou de outra, quem dá a viagem espera o retorno (no caso, algo que seja bem maior que uma notinha). Na segunda-feira seguinte, mandei um e-mail pedindo desculpas à assessora, expliquei meus motivos. Recebi uma resposta meio atravessada. Para piorar, a editora da revista cortou minha notinha sobre o lugar porque o roteiro de viagens havia tido o espaço reduzido. A tal assessora deve ter ficado puta, espero não precisar revê-la por um bom tempo.
A conclusão dessa história é que eu me senti mal pra cacete, fiquei com peso na consciência. E também fiquei puta, me senti meio usada - afinal, eu sou só uma repórter, não posso obrigar que a editora publique uma notinha só porque ganhei a maldita viagem. E, se a revista a publicasse só por isso, seria uma revista de merda, que privilegia interesses alheios no lugar da informação mais apropriada.
Em resumo: festinha, rega-bofe? Me chama, eu até posso ir. Mas press-trip, nunca mais.
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fulana
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16h47
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Quando você é a Gisele e não quer nem saber de DiCaprio
Outro dia eu tava aqui me lamentando por não ter mais 15 anos. Chegou, então, a hora do revés. A hora do 25 virar o jogo e golear o 15. A hora da verdade. A hora da onça beber Coca-Cola e arrotar depois. É quando você percebe que o passar dos anos, com exceção da celulite, só te trouxe benefícios. E essa hora chega quando... reencontramos pretês maldosos do passado! Aqueles pretês que nos fizeram sofrer, que nos fizeram chorar (ouvindo "Atrás da Porta"), que nos fizeram querer cortar os pulsos com faquinha de bolo Pullmann. Pretês que foram tão maus com a gente num passado nem tão distante (e provavelmente com tantas outras), que o tempo se encarregou de transformá-los em sapos carecas, envelhecidos, barrigudos. Porque eu posso ser boba, mas o tempo, honey, é imperdoável.
O pretê mais maldoso que passou pela minha vida foi um moço do colégio, loirinho, olhos azuis, a cara do Leonardo DiCaprio (quando este também tinha idade para freqüentar escola). Passou meses e meses jogando xavequinho, sem que nada acontecesse. Nesse meio-tempo, chegou até a ficar com uma amiga minha (que logo virou da onça, claro). Mas até aí, de que eu iria reclamar, se nada tinha acontecido, né? Até que, quando eu já estava quase maluca de tão apaixonada, a gente ficou. Em fevereiro, durante o aniversário de um amigo. E ele falou: vamos passar o carnaval todo juntos? Claro! O carnaval chegou, eu fui pro clube toda serelepe. Pra ver o diabinho ficar com outra menina do colégio! E o meu tão esperado carnaval romântico (bah, aos 15 a gente acredita em qualquer absurdo) se transformou em quatro dias de porre ininterrupto.
Cinco anos depois...
... eu tava com a minha irmã numa casa de shows. Chega um cara esquisito, com cara de bancário. Calvo, gordo. Usando um terno breguérrimo. Loiro de olhos azuis... "Andréia?". Era ele! O moço do mal! Uma versão piorada e barriguda do Leonardo DiCaprio atual! Acompanhado de uma moça que, definitivamente, não era a Gisele. E foi aí que eu percebi que, ahan, EU era a Gisele da história. Mais velha, como ele, mas com o cabelo bom, sem nenhuma ruga e um corpo ok. Pra início de carreira, até que bem-sucedida. Cambaleante, mas geralmente segura de si. E o DiCaprio do colégio, bem, esse aí não tinha mais nada que pudesse me atrair. Nem que me chamasse pro Oscar.
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fulana
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17h50
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Daslu, again
02 Neurônio também se manifestou a respeito. Leiam!
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fulana
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15h02
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Eu choro ouvindo Chico...
... sempre. Descobri "Atrás da Porta" aos 13 anos, e esta virou a música-tema de todas as minhas fossas adolescentes. E, mesmo hoje, com o coração feliz da vida, eu choro ouvindo Chico. Chorei no caminho pro jornal, no carro, ouvindo um CD que gravei no fim de semana. É impressionante a capacidade que ele tem de descrever a melancolia feminina: essa coisa de "ele me faz sofrer, mas eu o amo". Pois bem: o Chico me faz chorar sempre, copiosamente. Mas eu o amo.
Eu te amo
(Chico Buarque/Tom Jobim)
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
meus seios inda estão nas suas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
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fulana
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14h55
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